Resenha: A Espada na Pedra

A Espada na Pedra (o primeiro de cinco livros) nos conta a história do Rei Arthur, muito antes de se tornar rei, quando ainda tinha uns 11 ou 12 anos e era chamado de Wart.001
Wart, ainda bebê, foi entregue a Sir Ector, que o criou junto de seu filho Kay no castelo da Floresta Sauvage. Ali os meninos cresceram juntos e estudaram pra se tornarem cavaleiros porém Wart, por ser filho ilegítimo, sabia que seu destino era apenas se tornar o escudeiro de Kay, um servo. Porém um dia, numa aventura, Wart se perde na floresta e acaba encontrando a casa do sábio (e um pouco atrapalhado) Mago Merlin (a casa se parece bastante com A Toca dos Weasley). O menino fica fascinado pelo Mago que possui em sua casa objetos peculiares, coisas que sequer foram inventadas e até mesmo uma coruja falante chamada Arquimedes. Os dois acabam voltando para o castelo e Merlin se torna o tutor dos meninos mas claro, tendo seu foco voltado sempre para Wart, o que deixa Kay um pouco enciumado. O menino vive muitas aventuras ao lado de Merlin que o transforma em diversos animais, onde cada experiência resulta em conhecimento. O tempo vai passando e Kay de fato se torna cavaleiro, o que deixa Wart na condição de seu servo. Um dia Uther Pendragon, o Rei da Inglaterra, morre e não há ninguém que possa assumir o trono em seu lugar. Até que chega a notícia de que há, em Londres, uma espada (cravada em uma bigorna [presa em uma pedra {em frente a uma igreja}]) com a seguinte inscrição: AQUELE QUE TIRAR ESTA ESPADA DESTA PEDRA E BIGORNA É POR DIREITO O REI NASCIDO PARA GOVERNAR TODA A INGLATERRA. Então todos decidem ir para Londres para o grande torneio e para tentar retirar a espada. Wart, sem saber de nada, vai apenas como escudeiro de Sir Kay, só que… bom, o resto vocês já sabem.

 

“T. H. White foi minha principal influência para escrever. Muitos dizem que Dumbledore é como o distraído Merlin. Wart deve ter sido um antepassado de Harry.” – J. K. Rowling, autora da Saga Harry Potter.

“Com uma série empolgante e indispensável, T. H. White nos mostra que os mitos nunca morrem.” – Eduardo Spohr, autor do livro A Batalha do Apocalipse.

 

A leitura foi bastante divertida, o único ponto negativo foi que, em diversas partes, o livro trás detalhes demais, o que fez a leitura arrastar um pouco.
Por outro lado, foi bastante interessante ver que o autor acrescentou seus próprios personagens à história, como atrapalhado Rei Pelinore e também personagens de outras histórias que nem sequer se passam no período do mito Arturiano, como Robin Wood, por exemplo.

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“A melhor coisa a fazer quando se está triste – respondeu Merlin, começando a fumar e soltar baforadas – é aprender alguma coisa. Essa é a única coisa que nunca falha. Você pode ficar velho e trêmulo em sua anatomia, pode passar a noite acordado escutando a desordem de suas veias, pode sentir saudades de seu único amor, pode ver o mundo ao seu redor ser devastado por lunáticos malvados ou saber que sua honra foi pisoteada no esgoto das mentes baixas. Só há uma coisa para isso: aprender. Aprender por que o mundo gira e o que o faz girar. Essa é a única coisa da qual a mente não pode jamais se cansar, nem se alienar, nem se torturar, nem temer ou descrer, e nunca sonhar em se arrepender. Aprender é o que lhe resta. (…)”

 

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