Resenha: O Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares

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O Orfanato da Srta. Peregrine Para Crianças Peculiares conta a história do Jake Portman, um adolescente de 16 anos que trabalha, de muita má vontade, numa farmácia, que um dia vai herdar pois a rede pertence à sua família. A pessoa com quem ele se dá melhor é seu avô. Quando o Jake era criança, ele ouvia desse avô as mais diversas histórias sobre como ele cresceu num orfanato numa ilha no Reino Unido, e como nesse orfanato haviam as mais peculiares crianças. Crianças que podiam voar, insisíveis, muito fortes e etc. Com o passar dos anos, ele foi deixando de acreditar nessas histórias por achar que o avô já estava esclerosado ou que simplesmente inventava tais ‘contos de fadas’, até que um dia, algo acontece que deixa o Jake traumatizado e o faz questionar várias coisas, inclusive sua sanidade. Até que ele decide ir para a tal ilha descobrir se tudo que o avô sempre contou, era verdade. Ele inclusive tem esperanças de encontrar algumas crianças no Orfanato, ou até mesmo a própria Senhorita Peregrine, afinal, ele tem cartas recentes que foram enviadas por ela para o avô dele. No entando, ao chegar na ilha, ele descobre que o Orfanato foi bombardeado durante a Segunda Guerra Mundial. Então, o que poderia ter acontecido??

Como todo mundo já deve saber, apesar das fotos sinistras, o livro não é de terror, nem sequer dá um medinho. Até a metade do livro, eu estava achando a história muito boa mas depois deu uma desandada. Achei o final meio bobo, esperava um pouco mais. Foi muito criativo do autor trazer criaturas novas, coisas diferentes que nós não estamos acostumados, porém, algumas coisas eu acho que ficaram um pouco mal explicadas. Não consegui associar muito bem os novos nomes e etc. No mais, o livro é legal, não foi um dos melhores que já li mas foi divertido e gostei de ter lido. Uma aventura pra passar o tempo!

Ainda não há previsão de quando o segundo livro (Hollow City) será lançado aqui mas já se sabe que quem dará continuidade a trilogia será a Editora Intrínseca, não mais a Leya. Ano que vem sai o filme com direção do Tim Burton e Evan Green no papel de Srta. Peregrine e Asa Butterfield como Jake. Já quero pra ontem!! 😀

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Resenha: Cotoco

spud the movie Olá, pessoal! Feliz ano novo! \o/
Que possamos ler mais em 2015 e ser muito felizes! 😀
Hoje vou falar sobre Cotoco, o primeiro livro lido do ano.
Eu tenho esse livro desde 2013 e confesso que só o comprei porque estava baratinho na Bienal.
O livro me deu uma ideia errada porque na capa diz “O diário perversamente engraçado de um garoto de 13 anos”. Então eu achei que o Cotoco fosse um menino super rebelde, que vivia pregando peças nos colegas e professores mas eu não podia estar mais errada. Ele até que é um menino bonzinho e “normal”, ainda mais se o compararmos com a família completamente louca que ele tem (sério, a família dele é pirada, principalmente o pai). Mas até que, no fim das contas, eu gostei! Levou 4 estrelas no Skoob, hehe.
Bem, Cotoco vai contar a história do John Milton, um menino de 13 anos que mora na África do Sul e ganha uma bolsa de estudos para um colégio interno (o livro já me ganhou aí, amo colégios internos, haha, ainda mais os que me lembram Hogwarts *-*). E nesse colégio ele vai viver muita coisa! Lá ele vai dividir o quarto com outros 7 meninos e juntos eles receberão o nome de Os Oito Loucos. E, realmente, parece que ninguém é normal. Inclusive o Cotoco (apelido que ganha na escola) as vezes relata achar que está sempre rodeado por loucos, o que o leva a questionar sua própria sanidade. É bem divertido ver como ele vai, aos poucos, se adaptando ao colégio e fazendo amizades. Ele sofre bastante por ser calouro (e o menor de todos), é zoado, sofre bullying, mas ainda assim, ele consegue cativar muitas pessoas, de colegas aos professores. Ele é inteligente, talentoso, bom em alguns esportes, embora às vezes faça algumas besteiras. Os Oito Loucos vão passar por muita coisa, mas sempre juntos e aos poucos vão formando uma nova família. Uma das coisas mais legais que eu achei foi a adição de alguns fatos reais à história. Por exemplo, em 1990, que é quando se passa a história, muita coisa estava acontecendo na África do Sul. Uma dessas coisas foi a liberação de Nelson Mandela da prisão, após 26 anos. Achei interessante ver a visão dele e de outras pessoas a respeito disso, do Apartheid, ver o mundo pelos olhos de um garoto de 13 anos, que às vezes se apresentava bem adolescente mesmo, só pensando em garotas e no que fazer com elas e as vezes parecia uma criança que está prestes a chorar por sentir saudade de casa. Durante algumas vezes, o Cotoco narrava algum evento que nós, leitores, já conseguíamos suspeitar de que algo estava acontecendo ou aconteceria em breve, mas que ele mesmo não tinha essa malícia ainda. Também achei legal ver como ele muda e amadurece durante a história e no final acaba percebendo que tudo que pra gente é importante, um dia vai deixar de ser e que a gente tem que aproveitar a vida enquanto pode. O livro é engraçado (não hilário!), é fofo, tem mistério, fantasma, coisa triste. Tem um pouquinho de tudo. Até fiquei curiosa pra ler a sequência, mas não foi lançada por aqui. Será que algum dia vai? Aos interessados, em 2010 fizeram um filme do livro e é bem legal, embora muita coisa tenha ficado de fora. Bem, é isso, se você tiver procurando uma leitura leve e divertida: Cotoco! 🙂

Resenha: Em Busca de WondLa

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A primeira vez que eu ouvi falar desse livro eu não quis ler. Não quis nem saber do que se tratava a história, imaginei que fosse ser um livro bobo e achei o nome Wondla muito ruim, parecia uma cópia de Wonka. Mas, uma vez estando na Bienal do Livro, eu encontrei os dois primeiros livros da trilogia por nove reais cada e como as capas são realmente muito bonitas eu decidi comprar. Comecei a ler sem dar nada pela história, sem esperar grande coisa mas confesso que fui surpreendida. Vai ser difícil falar sobre sem dar (muito) spoiler mas vamos lá.

O livro é narrado em terceira pessoa e conta a história da Eva Nove, uma menina de 12 anos que mora num abrigo subterrâneo, o Santuário, com uma robô chamada Mater. Eva tem um sonho de ir até a superfície e encontrar outros humanos mas para isso precisa passar por um treinamento para que esteja pronta para enfrentar todo e qualquer perigo que possa aparecer. Porém um dia, seu Santuário é invadido e destruído por um monstro chamado Feraptor e Eva Nove precisa fugir. Ela finalmente chega até a superfície e descobre que todos os treinamentos pelos quais ela passou não serviram de nada e que os perigos ali presentes eram muito maiores e piores de tudo que ela já imaginou. Sozinha, Eva vai a procura de outros como ela e acaba fazendo amizade com Andrílio, um ceruleano que conta pra Eva que ela não está no planeta Terra, como ela sempre pensou, e sim em Orbona. Andri, como Eva passou a chamá-lo, ajuda a menina na procura de outros humanos, embora ele mesmo nunca tenha visto outro humano senão Eva. Tudo que ela tem para ajudar em sua busca é uma ilustração muito velha de uma menina de mãos dadas com um robô e um adulto e uma frase cujas únicas letras visíveis formam a palavra “WondLa”. Juntos, Eva Nove, Mater e Andrílio Kitt enfrentam muitos perigos mas no final, Eva finalmente descobre o verdadeiro significado de Wondla e encontra tudo o que sonhou porém não da forma que ela esperava.

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A leitura é muito fácil e por ter muitas ilustrações, se torna bem rápida também. O universo futurista criado pelo Tony DiterlizziImage, autor e também ilustrador da trilogia (conhecido por ser co-autor de As Crônicas de Spiderwick) é fascinante. Em alguns momentos o livro me lembrou os filmes Eragon, Star Wars e até mesmo Avatar. O livro é muito bem feito (e muito cheiroso também rs!). Outra coisa legal é o recurso interativo chamado Wondla Vision que o livro traz. Determinadas páginas contém figuras que são chaves para um mapa interativo e em 3D que te permitirá seguir o mesmo percurso de Eva Nove. Tudo que você precisa fazer é entrar em www.wondla.com.br, ativar o recurso e colocar a imagem de frente para a webcam que o mapa de Orbona se abrirá.

Resenha: Extraordinário.

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Oie! 🙂
Recentemente, após ler um um post no Cheirando Livros, eu estava decidida a pegar algum ‘clássico’ pra ler. Mas então, um amigo me indicou Extraordinário e, como eu já tinha o livro desde a Bienal, eu o escolhi. E com certeza não me arrependi. Ele se tornou meu livro preferido. Com certeza o mais fofo que eu já li.
Bom, Extraordinário conta a história do August Pullman, o Auggie, um garotinho de 10 anos que nasceu com o rosto deformado por causa de uma síndrome genética. Auggie foi educado em casa por sua mãe, porém sua família acha que já está na hora dele frequentar uma escola de verdade. É claro que a princípio o menino é totalmente contra essa ideia mas após refletir um pouco ele acaba se convencendo de que vai ser uma boa. Se ser um aluno novo numa escola grande já é difícil, nas condições do Auggie as coisas serão ainda piores. O começo do ano letivo é bastante turbulento mas aos poucos as coisas vão mudando e Auggie percebe que ir para a escola foi a melhor decisão que ele já tomou!

Sei que não sou um garoto de dez anos comum. Quer dizer, é claro que faço coisas comuns. Tomo sorvete. Ando de bicicleta. Jogo bola. Tenho um Xbox. Essas coisas me fazem ser comum. Por dentro. Mas sei que as crianças comuns não fazem outras crianças comuns saírem correndo e gritando do parquinho. Sei que outros não ficam encarando crianças comuns aonde quer que elas vão.”

Eu não li esse livro logo assim que comprei porque imaginei que fosse ser meio depressivo ou meloso demais pro meu gosto. Mas eu me surpreendi. É engraçado, bonito, te emociona e te faz querer ser um ser humano melhor (aquelas exageradas, hahah!). Ele é dividido em 8 partes e cada uma é narrada por um personagem e isso deixou as coisas mais emocionantes. Ver o ponto de vista de diferentes personagens sobre o mesmo evento. Uma das coisas que eu mais gostei é que o livro é cheio de referências a outros livros, filmes e músicas. E claro, os Preceitos do Sr. Browne, um professor do Auggie que sempre dava uma frase para que os alunos pudessem refletir e escrever sobre o assunto.

Minha mãe me abraçou mais apertado, se inclinou e deu um beijo no alto da minha cabeça. – Eu que agradeço, Auggie – respondeu ela. – Pelo quê? – Por tudo o que nos deu. Por entrar nas nossas vidas. Por ser você. Inclinou-se de novo e sussurrou em meu ouvido: – Você é mesmo extraordinário, Auggie. Você é extraordinário. ”