Resenha: O Cavaleiro dos Sete Reinos

Olá, tudo bem? Muito prazer. Eu sou o Fábio, brother da Naya e esta é a minha primeira resenha para este blog. Vim falar sobre o livro “O Cavaleiro dos Sete Reinos”, que faz parte do meu querido universo das “Crônicas de Gelo e Fogo”.

“O Cavaleiro dos Sete Reinos” é uma coletânea de três contos que mostra as andanças do cavaleiro andante Duncan (Dunk), o Alto, e seu escudeiro Egg pelos Sete Reinos. As histórias se passam 90 anos antes do primeiro livro da série As Crônicas de Gelo e Fogo.

Fonte: http://www.gameofthronesbr.com

Dunk, em A Espada Juramentada

O primeiro conto se chama “O Cavaleiro Andante” e mostra o início da jornada de Dunk como cavaleiro. Ele conhece Egg que acaba se tornando seu escudeiro – embora ele seja muito mais importante do que isso. Dunk vai competir no torneio de Vaufreixo e acaba se metendo em uma confusão que mudará sua vida para sempre. Esse conto na minha opinião é o melhor dos três. Os acontecimentos fluem rapidamente, sem paradas, e eu me senti preso à história do início ao fim. Tem ação, romance, você torce pelo mocinho e quer ver o “vilão” chato se dar mal. É bem divertido! Hehehe. E logo de cara você já gosta de Dunk e passa a torcer por ele. O cara é pra lá de gente boa e honesta. A amizade que nasce entre Dunk e Egg é muito real e verdadeira. A luta final é emocionante!

O segundo conto se chama “A Espada Juramentada” e narra Dunk a serviço do falido sor Eustace Osgrey, senhor de Pousoveloz. Aqui o ritmo é um pouco mais lento e entram em cena alguns longos e às vezes tediosos diálogos. O primeiro encontro de Dunk com a Viúva Vermelha foi muito comédia e só acho que ele deveria ter se casado com ela. rsrs. Novamente vemos a coragem e a honra de Dunk em ação em mais uma luta. Desta vez ela é mais simples do que no primeiro conto, porém não menos interessante.

O terceiro e último conto, chamado “O Cavaleiro Misterioso” já foi citado em outras postagens na Internet como o melhor dos três. Eu discordo. Achei esse o mais cansativo dos três. Dunk desvia de sua rota até Winterfell e vai disputar as justas no casamento de Lorde Butterwell em Alvasparedes. No caminho ele faz amigos e inimigos, se vê envolvido em conspirações, bebe até passar mal… A trama política e conspiratória que ronda esse conto não chegou a me envolver tanto, embora não seja ruim. Não sei se eu estava muito chato, mas as tentativas de se criar um mistério não me empolgaram suficientemente para querer ler a próxima página em busca de respostas. Comparada aos outros contos, coloco essa em terceiro lugar.

“O Cavaleiro dos Sete Reinos” é uma leitura obrigatória para todo fã das Crônicas de Gelo e Fogo. Ele traz muitos elementos históricos, como detalhes da rebelião Blackfyre e da vida dos Targaryens.  Porém, não necessariamente você precisa ser conhecedor das Crônicas para ler este. Embora a leitura seja muito mais interessante quando você reconhece nomes, Casas e outras referências em ambos os livros. Uma dica legal é pesquisar na Internet sobre essas referências, já que como os livros são enormes é muito difícil lembrar de cabeça de alguma, rsrs. Principalmente se assim como eu, já faz tempo que você leu as Crônicas. Uma que achei bacana é quando a Brienne no livro 4 pinta um escudo com o mesmo brasão de Dunk. Fica a dica!

 

Resenha: Gregor, o guerreiro da superfície

gregor_1280Assim como todo mundo (ou quase), me interessei por ‘Gregor’ depois de ler (e amar) Jogos Vorazes. Quis ler tudo que pudesse encontrar da Suzanne Collins e, um dia, o Submarino fez uma promoção e acabei comprando os dois primeiros volumes de cinco livros. Confesso que quando vi que no livro teriam baratas e aranhas gigantes, eu amarelei (haha) e fui adiando a leitura por meses, até que finalmente resolvi ler pra ir acabando com os livros encalhados na estante. E claro, não me arrependi! Mesmo tendo esses bichos nojentos, a leitura é tão divertida e os personagens tão bem escritos, que no fim, eu já tava até amando as baratas. Bem, vou explicar.
Gregor, o guerreiro da superfície (inspirado em Alice no País das Maravilhas), nos conta a história de um menino de 11 anos que vive com sua mãe e suas duas irmãs mais novas, Lizzie, de sete anos, e Boots, de dois, em Nova York. O pai das crianças sumiu há pouco mais de dois anos e, desde então, Gregor passou a ajudar em casa, assumindo algumas tarefas domésticas e cuidando de suas irmãzinhas. Um dia, o menino vai até a lavanderia de seu prédio com Boots e a menina acaba caindo no duto de ventilação, fazendo com que Gregor, na tentativa de salvar a criança, caia junto. Os irmãos caem por vários minutos e acabam chegando num lugar muito estranho e os primeiros seres que eles avistam, são baratas gigantes e falantes que, de cara, amam Boots que, sem nenhum preconceito, as trata como amigas. Gregor é levado aos humanos e sua rainha, e descobre que está em Regália, uma incrível cidade subterrânea. Os habitantes desse lugar acreditam que Gregor é um guerreiro citado numa antiga profecia. O menino tem inúmeros motivos para acreditar que todos estão errados, mas, por razões pessoais, acaba aceitando ser esse tal guerreiro e embarca numa incrível aventura, onde precisa lutar contra malignos ratos, tentar convencer aranhas gigantes a se aliarem aos humanos, tudo isso usando morcegos como meio de transporte e contando com a ajuda das amigáveis baratas.

O livro não é um dos melhores que já li, mas foi bem divertido, com personagens cativantes e aposto que as crianças vão adorar! E claro, pra todo mundo que gosta de Jogos Vorazes, vale a pena conhecer os primeiros livros da Suzanne.

Resenha: A Espada na Pedra

A Espada na Pedra (o primeiro de cinco livros) nos conta a história do Rei Arthur, muito antes de se tornar rei, quando ainda tinha uns 11 ou 12 anos e era chamado de Wart.001
Wart, ainda bebê, foi entregue a Sir Ector, que o criou junto de seu filho Kay no castelo da Floresta Sauvage. Ali os meninos cresceram juntos e estudaram pra se tornarem cavaleiros porém Wart, por ser filho ilegítimo, sabia que seu destino era apenas se tornar o escudeiro de Kay, um servo. Porém um dia, numa aventura, Wart se perde na floresta e acaba encontrando a casa do sábio (e um pouco atrapalhado) Mago Merlin (a casa se parece bastante com A Toca dos Weasley). O menino fica fascinado pelo Mago que possui em sua casa objetos peculiares, coisas que sequer foram inventadas e até mesmo uma coruja falante chamada Arquimedes. Os dois acabam voltando para o castelo e Merlin se torna o tutor dos meninos mas claro, tendo seu foco voltado sempre para Wart, o que deixa Kay um pouco enciumado. O menino vive muitas aventuras ao lado de Merlin que o transforma em diversos animais, onde cada experiência resulta em conhecimento. O tempo vai passando e Kay de fato se torna cavaleiro, o que deixa Wart na condição de seu servo. Um dia Uther Pendragon, o Rei da Inglaterra, morre e não há ninguém que possa assumir o trono em seu lugar. Até que chega a notícia de que há, em Londres, uma espada (cravada em uma bigorna [presa em uma pedra {em frente a uma igreja}]) com a seguinte inscrição: AQUELE QUE TIRAR ESTA ESPADA DESTA PEDRA E BIGORNA É POR DIREITO O REI NASCIDO PARA GOVERNAR TODA A INGLATERRA. Então todos decidem ir para Londres para o grande torneio e para tentar retirar a espada. Wart, sem saber de nada, vai apenas como escudeiro de Sir Kay, só que… bom, o resto vocês já sabem.

 

“T. H. White foi minha principal influência para escrever. Muitos dizem que Dumbledore é como o distraído Merlin. Wart deve ter sido um antepassado de Harry.” – J. K. Rowling, autora da Saga Harry Potter.

“Com uma série empolgante e indispensável, T. H. White nos mostra que os mitos nunca morrem.” – Eduardo Spohr, autor do livro A Batalha do Apocalipse.

 

A leitura foi bastante divertida, o único ponto negativo foi que, em diversas partes, o livro trás detalhes demais, o que fez a leitura arrastar um pouco.
Por outro lado, foi bastante interessante ver que o autor acrescentou seus próprios personagens à história, como atrapalhado Rei Pelinore e também personagens de outras histórias que nem sequer se passam no período do mito Arturiano, como Robin Wood, por exemplo.

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“A melhor coisa a fazer quando se está triste – respondeu Merlin, começando a fumar e soltar baforadas – é aprender alguma coisa. Essa é a única coisa que nunca falha. Você pode ficar velho e trêmulo em sua anatomia, pode passar a noite acordado escutando a desordem de suas veias, pode sentir saudades de seu único amor, pode ver o mundo ao seu redor ser devastado por lunáticos malvados ou saber que sua honra foi pisoteada no esgoto das mentes baixas. Só há uma coisa para isso: aprender. Aprender por que o mundo gira e o que o faz girar. Essa é a única coisa da qual a mente não pode jamais se cansar, nem se alienar, nem se torturar, nem temer ou descrer, e nunca sonhar em se arrepender. Aprender é o que lhe resta. (…)”

 

Resenha: Terra de Histórias – O Feitiço do Desejo

Oi, gente!! Tudo bem? Já era pra eu ter postado essa resenha há alguns dias, mas essa Copa me deixou muito mais desligada. MasImage vamos lá:

O Feitiço do Desejo é o primeiro livro da série Terra de Histórias do Chris Colfer, muito conhecido por sua participação na série Glee.
O livro conta a história dos irmãos Alex e Conner Bailey que, embora sejam gêmeos, são o oposto um do outro. Alex é uma menina estudiosa, a queridinha da professora e que não tem amigos, e Conner tem dificuldade em aprender, dorme em sala e é o palhaço da turma.
As coisas ficam difíceis para a família Bailey quando o pai das crianças morre e por isso eles são obrigados a se desfazer de sua livraria e sua bela casa. Tudo muda quando, no aniversário de 12 anos dos gêmeos, sua avó os visita e dá de presente um livro de contos de fadas – o Terra de Histórias (tipo o Once Upon a Time do Henry rs). O presente tem um significado muito especial para as crianças porque era o livro que o pai lia para eles todos os tipos de contos de fadas que eles amavam. As coisas começam a ficar estranhas e as crianças percebem que há magia no livro e, por um incidente, acabam caindo dentro dele.
Eles se dão conta que estão realmente no mundo do conto de fadas e que todos aqueles personagens, que eles cresceram admirando, existem, porém, aqueles personagens que eles sempre temeram também existem. Eles começam a procurar um modo de voltar pra casa e descobrem sobre o Feitiço do Desejo, um feitiço que, quando conjurado, concederá qualquer desejo à pessoa. No entanto, para que isso aconteça, é necessário que eles coletem 8 objetos bem específicos e quase impossíveis de serem encontrados. Eles partem para essa aventura pelos diversos reinos encantados tendo como única ajuda um velho diário de um homem que, aparentemente, obteve sucesso com o Feitiço do Desejo e ali ele narrou passo por passo como conseguiu cada objeto necessário. Tudo está indo bem até que os gêmeos descobrem que estão sendo perseguidos por um vilão, ou melhor, uma vilã bastante conhecida por todos nós.

Bom, eu ganhei o Terra de Histórias – O Feitiço do Desejo no final do ano passado, no meu aniversário, e desde então me apaixonei pela capa, repleta de ilustrações referentes a contos de fadas (que eu amo desde pequenininha). Inclusive o nome do Blog foi inspirado nesse livro só por causa da capa. Eu já esperava por algo infantil, mas no começo isso me incomodou um pouco, porém depois acabei me acostumando e me divertindo toda vez que os gêmeos encontravam algum dos nossos personagens preferidos. Uma coisa que eu não gostei muito foi o fato de que os problemas que as crianças enfrentavam sempre eram facilmente solucionados (alguns personagens estavam presentes somente pra ajudar e nada mais) e com isso, tudo aconteceu muito rápido. Esse livro também não traz nenhum grande mistério, algumas coisas são meio óbvias e desde o começo, eu já sabia como o livro ia terminar (mas talvez isso seja pelo fato de eu ler bastante livro nesse estilo rs) mas é bem divertido de ser lido e o final, mesmo que previsível, é bem fofo <3. O segundo volume da série, O Retorno da Feiticeira, foi lançado esse mês (se não me engano) e eu espero poder ler em breve.

Resenha: Drácula

 

Bom, primeiramente, gostaria de registrar que Drácula foi um dos livros mais legais que já li. Eu imaginei que gostaria da história mas não tanto assim!  É difícil escrever sobre sem soltar spoiler mas vou tentar. Eu sei que sempre falo isso mas é realmente difícil e não sou muito boa com as palavras. O que mais me chamou a atenção e me fez amar a história foi o fato dela ter sido Imagenarrada por vários personagens através de suas entradas em diários, relatos cotidianos, cartas, bilhetes, telegramas, matérias de jornais e etc. Isso também acaba dando um certo ar de realidade à história.

O livro começa com Jonathan Harker, um jovem advogado que está partindo em uma viagem de negócios para a Transilvânia, mais precisamente, para o castelo do Conde Drácula. Sua ida é conturbada, no meio do caminho ele encontra algumas pessoas que tentam convencê-lo a desistir dessa viagem mas ele não dá importância (afinal Romeno é um povo muito supersticioso), prossegue e finalmente chega ao sombrio castelo situado no alto de um penhasco, onde é recebido pelo próprio Conde. Passados alguns dias, Jonathan percebe que não há mais ninguém no castelo além dele e do Conde Drácula e isso, juntamente com uma série de coisas estranhas que ele presencia, o assusta e ele percebe que se tornou um prisioneiro naquele gigantesco castelo.

A próxima personagem que conhecemos é Mina Murray, a noiva de Jonathan que já havia sido citada por ele em seus relatos. Ela troca algumas cartas com sua amiga Lucy e decide visitá-la. Lucy, que é sonâmbula, adoece gravemente e um médico amigo da família é chamado para ajudá-la. Dr Seward porém não consegue identificar a enfermidade, não entendendo como a moça poderia perder tanto sangue durante a noite e sem deixar nenhum vestígio. Temendo pela vida da jovem, ele decide chamar seu antigo professor, o Dr. Van Helsing que logo identifica o problema de Lucy (Nosferatu!!) e tenta ajudá-la de todas as formas possíveis.

Por fim, um triste evento faz com que todos os personagens se encontrem e juntos, eles acabam formando uma aliança que tem como objetivo a caçada ao Conde Drácula.

Como eu já havia falado, todos os personagens tem voz na história a não ser o próprio Conde, o que faz com que a gente saiba muito pouco sobre ele. Isso o coloca em desvantagem se compararmos com, por exemplo, Frankenstein (um outro clássico do horror). O monstro de Mary Shelley narra grande parte de sua história e, mesmo fazendo muitas atrocidades, como matar criancinhas indefesas, ele tem voz e por isso consegue se justificar, o que acaba deixando a gente com pena. No caso de Drácula, a história é diferente, todas as opiniões sobre ele são negativas e nosso ódio por ele vai crescendo a cada capítulo o que me fez concluir que: eu odeio e tenho medo de vampiros!

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Onde comprar: Livrarias Curitiba, Livraria Cultura

Happy (belated) St. Patrick’s Day!

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Olá! Como vão? Sei que já faz algum tempo que não posto nada mas é que andei um pouco desanimada e com isso as leituras atrasaram e, pra piorar mais ainda a situação, perdi o pouco de criatividade que ainda me restava. (Drama Queen!)
Bom, na verdade eu até tive algumas idéias mas conseguir tirar tudo da minha cabeça e adaptar num post estava sendo complicado demais pra mim, haha!
Mas vamos ao que interessa, no mês de Março foi comemorado o St. Patrick’s Day, um feriado irlandês mas que é comemorado em diversas partes do mundo. Quem me conhece sabe o quão apaixonada pela Irlanda eu sou e logo pensei em falar um pouco sobre alguns escritores irlandeses. Então, com meses de atraso:

Os Mais Famosos Escritores Irlandeses!

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Cecelia Ahern: Bom, pra ser sincera, ainda não li nada dela mas com certeza todos já a conhecem ou pelo menos já ouviram falar. Nascida em Dublin, já publicou 5 romances além de alguns contos. Seus livros já ultrapassaram a marca de seis milhões de vendas e foram traduzidos em mais de 45 línguas. Seu maior sucesso é seu primeiro romance, publicado em 2004, PS, Eu Te Amo, que foi adaptado para o cinema em 2007.

Curiosidade: sua irmã mais velha é casada com Nicky Byrne da banda Westlife (saudades adolescência rs).

Marian Keyes: nascida em Limerick, a rainha do Chick Lit já vendeu mais de 22 milhões de 77exemplares no mundo todo. Após uma luta contra o alcoolismo e até uma tentativa de suicídio, alcançou sucesso como escritora. Seu primeiro livro, Melancia (que conta a história de Claire Walsh [amo <3], uma mulher que foi abandonada pelo marido ainda no hospital logo após o nascimento de sua primeira filha e que, devido às circunstâncias, inicia uma divertida jornada rumo à Irlanda, de volta para a casa de seus pais), foi lançado em 1995 e continua agradando ao público tanto feminino quanto masculino. De seus 16 livros lançados, 11 foram publicados no Brasil.

Curiosidade: Marian é formada em Direito pela Universidade de Dublin, contudo, nunca exerceu a profissão.

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Bram Stoker: Abraham “Bram” Stoker, nascido em Dublin, foi um romancista, poeta e contista. Sua obra mais conhecida é o romance gótico chamado Drácula (que inclusive estou lendo agora e amaaaando!), publicado em 26 de maio de 1897. Antes de escrever Drácula, Stoker passou vários anos pesquisando folclore europeu e as histórias mitológicas dos vampiros.

Curiosidade: Sua esposa foi Florence Balcombe, cujo ex-pretendente foi Oscar Wilde.

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Oscar Wilde: Oscar Fingal O’Flahertie Wills Wilde nasceu em Dublin em 1854 e é considerado um dos grandes escritores irlandeses do século XIX. A partir de 1892 começa a ter sucesso com algumas obras publicadas, hoje clássicos da dramaturgia britânica. Um de seus maiores sucessos foi o livro O Retrato de Dorian Gray (que pretendo ler em breve!), seu único romance.

Curiosidade: Foi preso após se assumir homossexual. Denunciado pelo pai de um de seus amantes, foi condenado a dois anos de prisão com trabalhos forçados por “atos imorais com diversos rapazes”.

C. S. Lewis: Bom, resolvi deixar ele por último primeiro por ser um dos meus autores preferidos e depois, por ele ser da large (4)Irlanda do Norte (nação constituinte do Reino Unido). Vamos fingir por um momento que a Irlanda não é dividida e considerá-lo apenas como irlandês, rs. Sir Clive Staples Lewis nasceu em Belfast e foi um professor universitário, teólogo, poeta e escritor mais conhecido pela famosa série de livros infanto-juvenis As Crônicas de Nárnia (For Aslam and for Narniaaaaa!). Seus livros foram lidos pelos seis últimos presidentes americanos, e muitos de seus pensamentos foram citados em seus discursos.

Curiosidade: Lewis e Tolkien foram grandes amigos durante décadas, até a morte de Lewis (em 1963, aos 64 anos, quase dez anos antes da morte do próprio Tolkien), e essa amizade foi explorada no livro O Dom da Amizade: Tolkien e C. S. Lewis. De fato, O Senhor dos Anéis provavelmente não existiria sem os conselhos e o incentivo de Lewis, que foi o primeiro a ouvir a história; Tolkien jamais deixou de admirar a grande inteligência e criatividade de Lewis, e vice-versa.

Fonte: Wikipedia 

Imagens: WeHeartit

 

Resenha: Em Busca de WondLa

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A primeira vez que eu ouvi falar desse livro eu não quis ler. Não quis nem saber do que se tratava a história, imaginei que fosse ser um livro bobo e achei o nome Wondla muito ruim, parecia uma cópia de Wonka. Mas, uma vez estando na Bienal do Livro, eu encontrei os dois primeiros livros da trilogia por nove reais cada e como as capas são realmente muito bonitas eu decidi comprar. Comecei a ler sem dar nada pela história, sem esperar grande coisa mas confesso que fui surpreendida. Vai ser difícil falar sobre sem dar (muito) spoiler mas vamos lá.

O livro é narrado em terceira pessoa e conta a história da Eva Nove, uma menina de 12 anos que mora num abrigo subterrâneo, o Santuário, com uma robô chamada Mater. Eva tem um sonho de ir até a superfície e encontrar outros humanos mas para isso precisa passar por um treinamento para que esteja pronta para enfrentar todo e qualquer perigo que possa aparecer. Porém um dia, seu Santuário é invadido e destruído por um monstro chamado Feraptor e Eva Nove precisa fugir. Ela finalmente chega até a superfície e descobre que todos os treinamentos pelos quais ela passou não serviram de nada e que os perigos ali presentes eram muito maiores e piores de tudo que ela já imaginou. Sozinha, Eva vai a procura de outros como ela e acaba fazendo amizade com Andrílio, um ceruleano que conta pra Eva que ela não está no planeta Terra, como ela sempre pensou, e sim em Orbona. Andri, como Eva passou a chamá-lo, ajuda a menina na procura de outros humanos, embora ele mesmo nunca tenha visto outro humano senão Eva. Tudo que ela tem para ajudar em sua busca é uma ilustração muito velha de uma menina de mãos dadas com um robô e um adulto e uma frase cujas únicas letras visíveis formam a palavra “WondLa”. Juntos, Eva Nove, Mater e Andrílio Kitt enfrentam muitos perigos mas no final, Eva finalmente descobre o verdadeiro significado de Wondla e encontra tudo o que sonhou porém não da forma que ela esperava.

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A leitura é muito fácil e por ter muitas ilustrações, se torna bem rápida também. O universo futurista criado pelo Tony DiterlizziImage, autor e também ilustrador da trilogia (conhecido por ser co-autor de As Crônicas de Spiderwick) é fascinante. Em alguns momentos o livro me lembrou os filmes Eragon, Star Wars e até mesmo Avatar. O livro é muito bem feito (e muito cheiroso também rs!). Outra coisa legal é o recurso interativo chamado Wondla Vision que o livro traz. Determinadas páginas contém figuras que são chaves para um mapa interativo e em 3D que te permitirá seguir o mesmo percurso de Eva Nove. Tudo que você precisa fazer é entrar em www.wondla.com.br, ativar o recurso e colocar a imagem de frente para a webcam que o mapa de Orbona se abrirá.