Resenha: Auggie e Eu

ai jesus

Auggie e Eu é um livro com três histórias Extraordinárias!
Ao contrário do que alguns possam pensar, Auggie e Eu não é uma continuação de Extraordinário e sim um livro anexo. Nesse livro temos três capítulos, são eles: O Capítulo do Julian, Plutão e Shingaling.

O Capítulo do Julian na minha opinião foi o mais emotivo, chorei em algumas partes e fiquei bastante feliz por ter lido. Pra quem não lembra, o Julian é o vilãozinho em Extraordinário e trata o Auggie muito mal. O Capítulo do Julian nos mostra como as pessoas podem ter medo do desconhecido, quanto mais uma criança! Além disso nos mostra o quanto é importante ensinar as crianças e mostrá-las quando estão erradas e não simplesmente aceitar tudo e passar a mão na cabeça delas.

Plutão é o capítulo sobre o Christopher, o primeiro amigo do Auggie e nos mostra o quanto é difícil ser amigo de quem é bastante diferente. Você acaba se tornando diferente também e nem todos estão prontos para encarar algo assim. Mas o mais importante é que, quando a amizade importa, vale a pena fazer aquele esforcinho.

Shingaling, o capítulo da Charlotte, na minha opinião foi o mais divertido. Charlotte é uma menina da turma do Auggie e é meio nerd haha. Confesso que me identifiquei com ela em algumas partes (como quando ela fica obcecada com alguma coisa haha). Além da Charlotte a gente tem mais um pouquinho da Summer, e conhece mais da Ximena, que até então, só tinha sido citada. O preceito que a Charlotte envia para o Sr. Browne em Extraordinário resume perfeitamente Shingaling. “Não basta ser amigável, você tem que ser amigo”.

Esse livro é indispensável para os fãs de Extraordinario. Lembrando que este não é um livro sobre o Auggie, o Auggie é apenas um personagem secundário aqui. Mas vale muito a pena e da pra relembrar vários personagens e vários eventos. Fico com pena da autora dizer que não pretende escrever continuações, se dependesse de mim, ela escreveria um livro pra cada ano letivo do Auggie e seus amigos no Ensino Fundamental, Ensino Médio, Faculdade e etc XD

Resenha: Extraordinário.

Image

Oie! 🙂
Recentemente, após ler um um post no Cheirando Livros, eu estava decidida a pegar algum ‘clássico’ pra ler. Mas então, um amigo me indicou Extraordinário e, como eu já tinha o livro desde a Bienal, eu o escolhi. E com certeza não me arrependi. Ele se tornou meu livro preferido. Com certeza o mais fofo que eu já li.
Bom, Extraordinário conta a história do August Pullman, o Auggie, um garotinho de 10 anos que nasceu com o rosto deformado por causa de uma síndrome genética. Auggie foi educado em casa por sua mãe, porém sua família acha que já está na hora dele frequentar uma escola de verdade. É claro que a princípio o menino é totalmente contra essa ideia mas após refletir um pouco ele acaba se convencendo de que vai ser uma boa. Se ser um aluno novo numa escola grande já é difícil, nas condições do Auggie as coisas serão ainda piores. O começo do ano letivo é bastante turbulento mas aos poucos as coisas vão mudando e Auggie percebe que ir para a escola foi a melhor decisão que ele já tomou!

Sei que não sou um garoto de dez anos comum. Quer dizer, é claro que faço coisas comuns. Tomo sorvete. Ando de bicicleta. Jogo bola. Tenho um Xbox. Essas coisas me fazem ser comum. Por dentro. Mas sei que as crianças comuns não fazem outras crianças comuns saírem correndo e gritando do parquinho. Sei que outros não ficam encarando crianças comuns aonde quer que elas vão.”

Eu não li esse livro logo assim que comprei porque imaginei que fosse ser meio depressivo ou meloso demais pro meu gosto. Mas eu me surpreendi. É engraçado, bonito, te emociona e te faz querer ser um ser humano melhor (aquelas exageradas, hahah!). Ele é dividido em 8 partes e cada uma é narrada por um personagem e isso deixou as coisas mais emocionantes. Ver o ponto de vista de diferentes personagens sobre o mesmo evento. Uma das coisas que eu mais gostei é que o livro é cheio de referências a outros livros, filmes e músicas. E claro, os Preceitos do Sr. Browne, um professor do Auggie que sempre dava uma frase para que os alunos pudessem refletir e escrever sobre o assunto.

Minha mãe me abraçou mais apertado, se inclinou e deu um beijo no alto da minha cabeça. – Eu que agradeço, Auggie – respondeu ela. – Pelo quê? – Por tudo o que nos deu. Por entrar nas nossas vidas. Por ser você. Inclinou-se de novo e sussurrou em meu ouvido: – Você é mesmo extraordinário, Auggie. Você é extraordinário. ”